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Gabinete Técnico Florestal

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O GABINETE TÉCNICO FLORESTAL

da Câmara Municipal de Cinfães iniciou a sua atividade a 4 de Janeiro de 2005, com o objetivo de apoiar a Comissão Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios, de acordo com o Decreto-Lei nº 14/2004, de 8 de Maio.

Tem como principiais competências:

  • Elaboração de um Plano de Defesa da Floresta Contra Incêndios;
  • Elaboração do Plano Operacional Municipal;
  • Produção de cartografia de infraestruturas e delimitação de zonas de risco de incêndio e áreas de abandono;
  • Elaboração de projetos de investimento para prevenção e proteção da floresta contra incêndios;
  • Apoio técnico à Comissão Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios e ao Centro Municipal de Operações de Emergência e Proteção Civil;
  • Prevenção contra incêndios nomeadamente através de:
    - Silvicultura preventiva;
    - Informação e sensibilização;
    - Infraestruturas;
  • Monitorização:
    - Pré-supressão (vigilância, deteção, aviso e alerta);
    - Supressão (1.ª intervenção, reforço do combate, rescaldo e vigilância);
    - Recuperação mediante a avaliação de áreas e danos; estatística.

Em caso de dúvidas relativas à Defesa da Floresta Contra Incêndios, designadamente sobre a realização de Queimas, Queimadas, Fogueiras, ou Lançamento de Foguetes, deverá contactar o Gabinete Técnico Florestal da Câmara Municipal de Cinfães.

Cuidados a ter na Realização de queimas/fogueiras

O momento ideal para a realização de queimas/fogueiras nem sempre é de fácil decisão. Alguns meses primaveris e invernais poderão também apresentar alturas pouco favoráveis à realização de queimas. Ao realizar uma queima/fogueira deverão ser observadas as seguintes precauções:

Humidade do ar - quanto maior a humidade do material vegetal, menor a facilidade que este tem de entrar em combustão. A realização de queimas/fogueiras em dias húmidos dificulta uma eventual propagação da queimada para combustíveis contíguos ou próximos. As queimas/fogueiras deverão ser realizadas em dias com humidade do ar elevada

Temperaturas do ar - temperaturas elevadas tornam os combustíveis mais secos e suscetíveis de entrarem em combustão. Nesses dias, uma eventual "escapadela" da queima/fogueira poderá originar um incêndio de consequências desastrosas. Evitar realizar queimas/fogueiras em dias quentes.

Vento - é o responsável pela oxigenação da combustão e arrastamento de faúlhas que poderão provocar focos de incêndio a distâncias consideráveis e pela inclinação das chamas sobre outros combustíveis que não interessem queimar. Evitar realizar a queimada num dia de vento, sobretudo se este for de direção variável. O vento não deverá soprar no sentido de zonas de grande acumulação de combustíveis florestais.

Combustíveis - como combustíveis mais comuns na realização de queimas/fogueiras podem-se citar todos aqueles materiais vegetais resíduos de atividades agrícolas ou florestais, tais como, erva, ramos de árvores, rama da batata, etc. O combustível, conjuntamente com o calor e o oxigénio, é uma das componentes essenciais para que a queima/fogueira se realize. Deverá ser evitado qualquer contacto entre a fogueira e os combustíveis que não se desejem destruir. Para tal, ao redor da fogueira, deverá ser limpa uma faixa de, pelo menos, 2 metros de largura e com uma profundidade suficiente para que se atinja a camada mineral, ou seja, um nível em que o solo não apresente material combustível. Esta limpeza evitará que o fogo escape de controle por contacto com os combustíveis adjacentes.

Declive - evitar a realização de queimas/fogueiras em locais onde o declive seja acentuado. Material incandescente pode libertar-se da fogueira e rolar encosta abaixo provocando focos de incêndio.

Alimentação gradual - a fogueira onde se pretende destruir o material vegetal agrícola deverá ser alimentada gradualmente para evitar a produção de muito calor e uma elevada emissão de faúlhas. O material a queimar deverá ser adicionado gradualmente, em pequenas quantidades, diminuindo assim a probabilidade de descontrolo da queima.

Vigilância - uma vigilância permanente e cuidada é essencial para a realização adequada de uma queima/fogueira. O responsável pela sua realização deverá ter em atenção as formas mais prováveis de evasão do fogo dos limites da fogueira. Esta poderá ser por emissão de faúlhas (via aérea), por aquecimento de combustíveis adjacentes ao lume ou por condução de calor em terrenos com muita matéria combustível enterrada. A vigilância deverá ser sempre prolongada várias horas para além da extinção total da fogueira.

Água - para precaver qualquer emergência durante a realização da queima/fogueira é necessário que água esteja sempre acessível, seja através de recipientes, ou através de mangueiras ligadas à rede pública, a poços ou nascentes. A água servirá também para tornar mais eficiente o rescaldo final.

Utensílios - utensílios de uso agrícola tais como ancinhos, pás e enxadas poderão ser utilizados para criar o espaço adequado para realizar a queima, para mais facilmente controlar a fogueira e para auxiliar na extinção final da combustão.

Rescaldo - um grande número de queimas/fogueiras originam incêndios muito tempo após terem sido presumivelmente apagadas. Um rescaldo adequado é tão importante como uma boa condução do lume. Além da extinção das chamas vivas da queimada, o rescaldo também deve contemplar a supressão de qualquer combustão lenta que se desenvolva em níveis interiores, não diretamente observáveis, nomeadamente no interior das cinzas e na camada orgânica do solo. Os utensílios devem ser utilizados para remexer a zona da queima/fogueira, apagando qualquer réstia de materiais em combustão. A cinza quente não deve ser espalhada sobre material fino e seco. Deve ser utilizada água para uma extinção final mais eficiente.

Fora do período crítico, desde que se verifique o índice de risco de incêndio de níveis muito elevado e máximo é proibido realizar-se as queimas de sobrantes.

Risco de Incêndio Florestal

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