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“Nós somos aquilo que comemos”

“Nós somos aquilo que comemos”
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Certamente já ouvimos esta frase algumas vezes, sem nunca nos consciencializarmos de que realmente cabe a nós a responsabilidade de ser (ou não) saudável. A nossa alimentação reflete-se em todo o corpo desde o cabelo, às unhas, à pele, aos dentes, ao peso e até mesmo ao nosso estado emocional. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), 70% das idas ao médico poderiam ser evitadas com estilos de vida mais saudáveis e uma alimentação equilibrada.

No entanto criar hábitos alimentares mais saudáveis é um dos maiores desafios de hoje, já que vivemos num mundo onde existe uma maior quantidade de alimentos disponível do que há uns séculos, tornando-se a escolha mais correta uma verdadeira provocação para o consumidor.

A par disso, há uma tendência secular para a redução da prática de atividade física e aumento do sedentarismo: a proporção de atividades manuais diminuiu, o uso de carros tem sido amplamente utilizado, os aparelhos eletrónicos têm reduzido muitas tarefas domésticas e os tempos livres são dominados por actividades sedentárias.

Numa escala temporal evolucionária, os padrões alimentares que encorajam a sobrealimentação e o sedentarismo ganharam força, não sendo possível à nossa genética se adaptar tão rapidamente.

Assim este descompasso entre “o que comemos” e “o que somos” certamente contribui para muitas das doenças da civilização, e cabe a cada um de nós a tarefa de fazer a diferença, adequando uma dieta equilibrada às suas necessidades dependentes da idade, sexo, peso de cada individuo, entre outros factores.

Fonte: Dra. Joana Duarte, nutricionista da Knowfood-empresa

responsável pelo serviço de refeições em Cinfães, 2015

 

P&T